Prótese é com Conforpés em Sorocaba

Categoria: Superação

Relato Real: Como a prótese de braço transformou minha independência

A prótese de braço foi algo fantástico em minha vida. Quando perdi os dois membros em um acidente de trabalho, aos 29 anos, pensei que minha trajetória havia acabado. O que eu iria fazer sem os braços? Como cuidaria de mim mesmo?

Os primeiros meses após a amputação foram extremamente difíceis. Fiquei no hospital muito tempo até conseguir voltar para casa. Com mais de 1,93 m de altura, me tornei como uma criança: tudo precisava ser colocado na minha boca. Naquela cadeira de rodas, senti o sol em mim e muitas dúvidas a responder. Conseguiria usar uma prótese? Teria independência novamente?

O desafio mental e físico de usar uma prótese de braço

Muita coisa entra em cena para usarmos uma tecnologia assistiva. A primeira coisa que aprendi foi sobre a MENTE. Tive que treiná-la para aceitar minha nova condição e me olhar no espelho vendo uma nova realidade. Aceitar que minha família fizesse tudo por mim foi o primeiro passo para o caminho da reabilitação.

O cérebro precisa entender que aquele objeto externo agora faz parte do esquema corporal. A próxima etapa foi o preparo do coto. Ele precisa estar adequado para suportar o encaixe da prótese de braço. No meu caso, precisei encarar novas cirurgias para deixar tudo perfeito, tanto no lado direito quanto no esquerdo. Em um braço eu tinha cotovelo e no outro não, mas isso não importava, pois tudo é possível quando há força de vontade.

Optei por uma prótese de braço direita mioelétrica com cotovelo mecânico e, na esquerda, uma prótese de antebraço, aproveitando meu cotovelo biológico. Essa combinação permitiu que eu voltasse a realizar tarefas simples, mas que para um amputado bilateral representam a conquista da liberdade.

Entendendo as tecnologias: Qual prótese de braço escolher?

 

Existem diversos modelos no mercado e a escolha depende do nível da amputação e do objetivo do paciente. A prótese de braço cosmética foca apenas na estética. Já as funcionais podem ser mecânicas (acionadas por tirantes e movimentos do corpo) ou mioelétricas (acionadas por sinais elétricos dos músculos).

As próteses biônicas, como as da Ottobock, representam o ápice da tecnologia atual. Elas possuem sensores que captam a contração muscular no coto e traduzem isso em movimentos precisos da mão, permitindo diferentes tipos de pinças e pegadas. Para quem perdeu ambos os braços, essa tecnologia não é luxo, é uma ferramenta essencial de sobrevivência e dignidade.

Como escolher a ortopedia ideal para sua reabilitação?

Eu incentivo: faça tudo o que puder para colocar uma prótese. Ela vai lhe devolver a independência e aumentar sua autoestima. Com a minha prótese de braço, consegui retomar atividades que pareciam impossíveis. Sinto a diferença ao andar na rua; o olhar do outro muda. Com o equipamento, sinto-me mais seguro e as pessoas interagem mais comigo. Sem ela, infelizmente, o olhar costuma ser de piedade.

Escolher a ortopedia certa é um dos passos mais importantes. Não se trata apenas de comprar um produto, mas de iniciar um relacionamento de longo prazo. Escolhemos pelo atendimento, conhecimento técnico e resultados. Por esse motivo, escolhi a Conforpés, em 1997. O Nelsinho Nolé, com seu vasto conhecimento, deu-me a confiança necessária para esse grande passo. O técnico precisa ter sensibilidade para ajustar o “socket” (encaixe), pois qualquer milímetro errado pode causar dor e abandono da prótese.

O papel da resiliência na adaptação protética

A adaptação não acontece da noite para o dia. É preciso fisioterapia e terapia ocupacional para aprender a dominar a prótese de braço. No início, o peso incomoda e o cansaço surge rápido, mas a persistência compensa. Hoje, olho para trás e vejo que a prótese foi a ponte entre a dependência total e a vida produtiva que levo como palestrante.

Se você está buscando sua primeira prótese, pesquise sobre os direitos do amputado na prática para entender como conseguir o financiamento ou acesso a essas tecnologias. A vida continua após a amputação, e a tecnologia está aqui para ser nossa aliada nessa reconstrução da identidade.