Ortese para pé caído: Walk On de Jane Peralta

Categoria: Superação

12 Benefícios da Tecnologia Assistiva: O Impacto da Órtese na Mobilidade

A escolha da órtese correta pode transformar completamente a qualidade de vida de uma pessoa que convive com limitações motoras. Receber o diagnóstico de um “pé caído” aos 13 anos de idade foi a notícia que mudou a trajetória de Jane Peralta, diretora do portal Amputados Vencedores. O problema ocorreu após um grave acidente de trânsito em Umuarama, Paraná, quando ela cruzou uma preferencial ao voltar do trabalho. O impacto do farol do carro lesionou severamente sua perna e cortou o nervo fibular, responsável pelo movimento de levantar o pé direito.

Durante décadas, Jane utilizou modelos tradicionais de polipropileno, mas a transição para uma órtese de fibra de carbono representou um divisor de águas em sua mobilidade. A tecnologia evoluiu para oferecer dispositivos mais leves e dinâmicos, que não apenas sustentam o membro, mas auxiliam ativamente na propulsão da marcha. Ao experimentar o modelo WalkOn, da fabricante alemã Otto Bock, ela pôde sentir na prática como a engenharia de materiais pode devolver a naturalidade aos movimentos do corpo humano.

Como a Órtese de Fibra de Carbono Facilita a Caminhada

Existem diferenças fundamentais entre os materiais utilizados na fabricação desses aparelhos. Enquanto a órtese de plástico comum oferece um suporte rígido e muitas vezes desconfortável para longas distâncias, a fibra de carbono destaca-se pela sua flexibilidade e alta durabilidade. Esse material possui uma propriedade de “resposta energética”, o que significa que ele armazena energia durante o impacto do calcanhar e a libera no momento do desprendimento dos dedos, facilitando o impulso para o próximo passo.

No entanto, o ideal é que cada pessoa realize testes práticos antes de definir qual modelo adotar. A adaptação a uma nova órtese exige acompanhamento fisioterapêutico para reeducar a marcha e garantir que o corpo não sofra compensações ortopédicas em outras articulações, como o joelho e a coluna. A capacidade de adaptação varia conforme a necessidade clínica de cada indivíduo, mas o objetivo final é sempre o mesmo: proporcionar o máximo de independência e conforto nas atividades do dia a dia.

A Experiência de Jane Peralta e a Superação na Reabilitação

A jornada de Jane Peralta com sua órtese é um exemplo de que a reabilitação é um processo contínuo. Mesmo após tantos anos do acidente, buscar novas tecnologias permitiu que ela continuasse ativa em suas palestras e na administração do Amputados Vencedores. A tecnologia assistiva não deve ser vista apenas como um acessório, mas como uma extensão do corpo que permite ao usuário participar plenamente da sociedade, trabalhando, viajando e vivendo sem as limitações impostas por um nervo lesionado.

Para quem busca orientações sobre como obter esses dispositivos, é fundamental conhecer os canais adequados. Além da aquisição particular, os pacientes têm o amparo legal para solicitar o fornecimento de órteses através do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme as diretrizes de reabilitação física vigentes no Brasil. Conhecer seus direitos na prática é essencial para garantir que a tecnologia chegue a quem dela necessita, promovendo inclusão e bem-estar social.

Se você deseja se inspirar com outras histórias de superação ou entender mais sobre o acidente de trabalho de Flávio Peralta, explore os conteúdos de nosso site. A evolução da órtese prova que a ciência está a serviço da vida, removendo barreiras e criando novos caminhos para quem decide nunca parar de caminhar.

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Jane Peralta com a órtese Walk On
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Órtese Walk On da Otto Bock

 

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