Anilda Souza

Depressão, estresse no trabalho e saúde mental caminham juntos. Anilda Souza se deparou  com uma amputação inesperada: a retirada da mama

  1. Anilda de Souza atuou no mundo empresarial por mais de 50 anos. Sua vida se resumia em trabalhar horas a fio, com inúmeras atividades diárias;
  2. Não realizava exercícios físicos, alongamentos, não se alimentava e nem dormia adequadamente. Tinha uma rotina estressante no trabalho e na vida pessoal;
  3. Entrou em depressão e anos depois recebeu o diagnóstico de um câncer de mama e fez a retirada completa da mama. Foram anos de tratamento e hoje leva a mensagem de que é necessário cuidar da saúde mental, emocional e física para não adoecer de maneira repentina e ficar com sequelas para o resto da vida.

Depressão e uma rotina exaustiva no trabalho e a inesperada amputação da mama

A história de Anilda Souza é marcada por desafios profundos que a transformaram de maneira irreversível, especialmente quando o tema é depressão. Durante mais de cinquenta anos, Anilda Souza atuou intensamente no mundo empresarial, vivendo uma rotina exaustiva que girava em torno de metas, responsabilidades e jornadas estendidas. A cada dia, ela se afundava mais em um ritmo que parecia normal aos olhos de muitos, mas que lentamente corroía sua saúde física, emocional e sua saúde mental. Esse estilo de vida, repetido por décadas, se tornaria o pano de fundo para o desenvolvimento da depressão, embora ela, na época, não percebesse os sinais que seu corpo e sua mente insistiam em enviar.

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A verdade é que Anilda Souza trabalhava horas a fio, acumulando inúmeras tarefas e nunca encontrando tempo para cuidar de si. Não fazia exercícios físicos, não realizava alongamentos, raramente se alimentava de forma adequada e tinha noites de sono extremamente curtas e agitadas. Tudo isso alimentava um ciclo de desgaste que, invisível aos olhos do mundo, também alimentava o surgimento da depressão. Esse quadro se agravou com o estresse constante, tanto no ambiente profissional quanto no pessoal, até que, finalmente, seu corpo pediu socorro — lembrando-nos de que saúde mental não é um luxo, mas uma necessidade vital.

Uma depressão que vem silenciosamente enquanto se trabalha

A depressão chegou silenciosa, como muitas vezes acontece. Anilda Souza começou a sentir uma tristeza profunda, perda de interesse pelas atividades que antes lhe traziam satisfação e um cansaço emocional que parecia não ter fim. No início, ela resistiu, acreditando que era apenas cansaço ou pressão da rotina. Mas a depressão, quando ignorada, tende a crescer e ganhar espaço. E assim aconteceu. Sua saúde mental se desgastava ainda mais, enquanto ela tentava manter a mesma produtividade de sempre. O esgotamento mental se tornou tão presente quanto o trabalho que ela insistia em priorizar.

Anos depois, quando já lutava contra a depressão, Anilda Souza recebeu um diagnóstico que mudaria novamente sua vida: câncer de mama. A notícia veio como um golpe devastador, especialmente porque ela já se encontrava fragilizada emocionalmente. A retirada completa da mama foi um processo doloroso, física e emocionalmente, agravando ainda mais os impactos da depressão. Contudo, foi também nesse período que ela começou a compreender, com mais profundidade, a importância do autocuidado — algo que havia negligenciado por tanto tempo, inclusive sua saúde mental, que era constantemente colocada em segundo plano.

Durante os anos de tratamento, Anilda Souza enfrentou não apenas o câncer, mas também as sequelas da depressão que se arrastavam em sua vida. As sessões de quimioterapia, os efeitos colaterais, as mudanças no corpo e a vulnerabilidade emocional formavam um conjunto de desafios que exigiam força diária. Porém, foi nesse período que ela encontrou um novo significado para sua jornada. Passou a entender que a falta de cuidado com a saúde mental, emocional e física havia contribuído de maneira decisiva para muitos dos problemas que enfrentava.

Anilda Souza fala em sua palestra da importância de se cuidar da alma, do corpo e olhar para a saúde mental

Hoje, recuperada do câncer e com a depressão sob acompanhamento, Anilda Souza leva uma mensagem poderosa: é fundamental cuidar de todas as dimensões da saúde antes que o corpo adoeça de forma repentina. Ela reforça que a depressão pode ser silenciosa, mas é real, séria e incapacitante quando ignorada. E, ao compartilhar sua história, ela introduz uma reflexão essencial: saúde mental não é apenas ausência de transtornos, mas a capacidade de viver com equilíbrio, reconhecer limites, pedir ajuda e construir espaços de descanso emocional.

A trajetória de Anilda Souza é, acima de tudo, um alerta. A depressão não surge apenas de fatores emocionais, mas também de hábitos nocivos, sobrecargas, ausência de descanso e falta de equilíbrio. Ao transformar sua dor em prevenção, ela lembra que cuidar do corpo sem cuidar da mente é um caminho incompleto — e que cultivar a saúde mental é fundamental para que possamos viver com dignidade, consciência e esperança.

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