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Flávio Peralta - Palestras Segurança do Trabalho

Um caminhão me atropelou duas vezes

em Quarta, 28 Janeiro 2015. Postado em Noticias | Deficiência e Amputação

Meu nome é Lidiane Cavalcante, tenho 33 anos moro em Sobral-Ceará, tenho 2 filhos, sou divorciada, trabalho como atendente e aos fins de semana sou cantora de barzinho.  Estou aqui pra compartilhar com vocês momentos que vivi na minha vida que foi uma grande superação para mim e para muitos que me cercam. Acredito que para vocês também que irão conhecer agora minha história de vida. No dia 13 de Março de 2013, por volta das 15:00 horas, eu estava com 3 meses que tinha sido transferida do meu trabalho pra uma cidade vizinha Tianguá. Trabalhava durante a semana e aos fins de semana vinha pra Sobral pra cantar. Minha vida sempre foi um pouco corrida sempre me virei de todas as maneiras pra manter meus dois filhos.

Nesse dia cheguei em Sobral na residencia de minha mãe para resolver umas pendências e pedi a moto de meu pai emprestada. Em questao de minutos quando parei num cruzamento no centro da cidade fiquei aguardando os carros da avenida passarem. De repente parou do meu lado esquerdo um grande furgão que tampou toda minha visão. Eu não poderia nem sair do lugar. Quando esse carro chegou eu já estava parada e fiquei esperando para ver em direção ele iria. De repente o caminhão cruzou na minha frente e a parte traseira bateu no guidão da minha moto. Gritei, buzinei pedindo pra ele parar. Quando tentei pular foi tarde demais porque tudo foi muito rápido. As quatro rodas passou por cima de meu pé. Eu continuei buzinando ali mesmo no chão. Sabe o que ele fez? Deu ré e passou por cima novamente de mim. Fiquei presa à moto por volta de 30 minutos. Esmagou tudo. Minha gente coisa de Deus mesmo, no momento que estava ali ouvi os ossos se quebrando mais não senti uma dor sequer. Eu simplesmente peguei o celular no bolso e liguei pra minha filha e falei: “MINHA FILHA ACABEI DE SOFRER UM ACIDENTE  E ESTOU DEBAIXO DE UM CAMINHÃO. ACHO QUE MINHA PERNA NÃO PRESTA MAIS. BUSQUE UM SOCORRO PORQUE ISSO NÃO ME IMPORTA, EU QUERO É VIVER”. Aí liguei para meu pai falei o mesmo.

E quando olhei ao redor todo mundo me olhando e sem ação. Então me lembrei de uma amiga que trabalha no SAMU, procurei na agenda o número dela e disquei: “AMIGA SOFRI UM ACIDENTE MANDE UM SOCORRO AGORA PRA MIM ESTOU PERDENDO MUITO SANGUE”. Sabe o que ela falou? “Você ta é brincando. Fala sério Lidiane”. Respondi: “É serio acho que perdi minha perna”. O interessante é que ninguém acreditava porque  eu estava tranquila. Pessoas no local falando besteiras que eu ia morrer. E eu dizia: “Eu não vou morrer. Eu vou viver para criar meus dois filhos. Eles precisam muito de mim”. Eu tinha certeza que meus filhos estavam desesperados, mas eles sabem a mãe que tem. Não desisto fácil.

Depois chegou meu pai no local. O guarda ficou pedindo pra ele meus dados. Ele estava tão desesperado que não lembrava nem a data do meu nascimento. Eu é que respondia tudo. Quando olhei para meu pai eu estava passando muito mal eu pedi para o SAMU socorrer logo. Então chegaram ex-marido, amigos, irmãos, todo mundo chorando. No hospital ao descer do SAMU me deparei com minhas cunhada e amigas chorando, claro. Eu dizia: “Meu povo, para que isso? Estou viva. Se for pra chorar pode ir embora”. Fui atendida rápido,  graças a Deus. Sou muito conhecida cantora do SOM DA TERRA. É um grupo de seresta daqui e o proprietário é meu pai. Quando fui pra sala de RAIO X  vi minha filha chorando e comecei a brincar com ela: “Mulher o que você tem? Oh besteira. Você não quer ter uma mãe saci?”. Ela disse: “Oh mãe, para com isso”. E começou a rir.

Fui pro centro cirúrgico e estava lá médico. Um cirurgião plástico, tudo que eu precisa que amigos me mandaram pra recuperar meu pé. O médico plantonista me perguntou onde estava meu marido. Eu falei que não tinha e que meu pai estava lá embaixo. E eu perguntei por que estava perguntando por eles. Respondi: “Eu já sou de maior e quero que você diga tudo pra mim o que está acontecendo. Até porque quem vai conviver com a situação sou eu”. Ele perguntou se eu tinha certeza? Eu falei sim. “Então vamos. Olha eu analisei seu pé. Estou aqui com um cirurgião plástico, mas não tem mais jeito. Se você quiser eu posso tentar emendar aqui alguma coisa e te encaminhar para Fortaleza. Mas, você vai correr um grande risco de infeccionar e você perder sua perna toda”. Aí eu falei: “Pois não tem o que pensar. Se é de eu perder a perna toda tire logo se não tem mais jeito, pode amputar”.

Pois bem, ele amputou e quando terminou eu pedi para eu ver. Ninguém acreditou.  Os que estavam lá na hora. Pegaram na bandeja e me mostraram. Eu  falei: “Sim isso não presta mais,  não pode rebolar”. Sabe o que responderam?: “Mas não nós podemos fazer isso. É um pedaço seu. Vai pro necrotério e vai ser enterrado como corpo. E aí tudo bem”. Deus estava presente a todo momento,  sabe não tenho dúvidas. Porque  eu não chorava e só sorrindo da minha atitude. Bom, nessa mesma noite eu ia cantar. Eu tinha acabado de sair do centro cirúrgico e meu irmão que toca comigo e o primo que canta, não queriam ir. Eu escondida das enfermeiras, liguei pra eles e falei: “Eu estou bem, podem trabalhar normal. Faz de conta que estou aí”. Pedi para acalmar todo mundo e minha mãe foi me ver depois de cinco dias. Ela não aguentava.

No dia seguinte fui para o quarto e sempre brincalhona apelidei minha perna de boneca. Meu pai brigando para eu parar com isso. Eu falava: “Olha a toquinha dela (que era o curativo)”. Eu brinquei tanto que a toca caiu e quase ficou louco porque estava só cortado. Estava aberto ainda. Eu balançava na cadeira e ria. Aí liguei para minha mãe e falei pra ela mandar minha maquiagem. Eu não queria que ninguém me visse feia e sim sempre do jeito que que sempre fui. Aí ela falou: “Será que minha filha táa normal? Ela não bateu com a cabeça?”. Sabe todos surpresos porque conhecem meu jeito.  Adoro dançar e sou a alegria em pessoa e detesto tristeza. Como eu sou bastante conhecida o hospital estava em festa. Chegava músicos e eu perguntava cadê o teclado vamos fazer a festa aqui. Era tanta gente que quase fui expulsa do hospital, mas era pelos pacientes que estavam do meu lado....

Mas Deus é muito maravilhoso. Durante a primeira semana não sabia o que era dor. Depois de uma semana fui fazer uma segunda cirurgia e foi retirado mais  de 5 cm. Depois da segunda eu sentia muitas dores. Minha pressão baixou muito eu chorava de muita dor. Muita gente rezando por mim e eu pedi para que ninguém me visse assim. Eu queria que as pessoas me vissem como sempre fui:  alegre extrovertida . Mas, as dores eram grande demais, não dava pra segurar. Tive que passar por um neuro e tomei uns medicamentos fortíssimos para aliviar as dores na cabeça e na perna. Eu não conseguia nem abrir os olhos. Mas tudo passou e fui pra casa.

Como falei no inicio, aquela minha amiga do SAMU ía todos os dias me ver e aplicar uma injeção para circulação sanguínea. Mas depois de 3 dias infeccionou e tive que ser acompanhada por um enfermeiro (o mesmo que fazia meus curativos no hospital). Ele fez um precinhoho bom para ir até a minha residência. Todos os dias ele ia fazer meu curativo e tinha que enfiar uma pinça e espremer para tirar a infecção. Era muito doloroso. Todos os dias por 30 dias foram assim. Mas eu já estava tranquila porque sabia que era para o meu bem. Tomei os remédios e fui a para revisão e estava tudo direitinho. 

Hoje aguardo uma nova cirurgia ou uma vaga no Hospital Sarah Kubitschek para fortalecer meu coto. Somente assim eu vou poder usar uma prótese definitiva para levar minha vida normalmente. Inscrevi-me há alguns meses e estou aguardando me chamarem. Minha solicitação ainda esta em análise e espero que se vocês tiverem algum conhecimento poderem me ajudar a continuar com essa garra. Não desisto de buscar o meu melhor.

Meu face:

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Fiz uma música para contar tudo que aconteceu comigo após o acidente. Fala sobre a curva, porque meu acidente foi em uma curva. Escutem é linda a música. A letra foi feita através de uma conversa com um amigo pelo facebook. Eu contei a minha história e falei a ele que queria contar em forma de canção. Quando terminei a conversa a música estava pronta. Ele é um grande compositor, Willian e sua esposa Sulla Mara. No vídeo canto com meu irmão Leandro que é tecladista (o que está comigo no vídeo).

TUA FORÇA ME LEVANTA

Senhor, foi difícil
mais aqui contando estou
tanta coisa em mim mudou
mais tua luz e teu amor
fez a fé vencer a dor

Quando a vida desaguava em turbulências
eu senti tua presença
entendi que tua mão
nos da chão, nos traz perdão

Aprendi que o que me faz feliz
é estar viva e te servir
tua força me levanta
tua presença me abranda
e por isso estou aqui

Ainda que as curvas dessa vida
tirem pedaços de mim
nada abalara a minha fé
e cantarei até o fim

Agradeço , pelo o dom da vida
enquanto ha voz, ha oração
quando o corpo, fortalece a alma
existe ali, a tua unção
quando a vida traz um novo sol
é Deus nos os dando outra estação.

Entrevista para Programa Você Pode Já, Tv Interaja onde Lidiane Cavalcante contou sobre seu acidente e cantou sua música

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