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Entrevista com Frederico Rios, tetraplégico por causa de um acidente de moto

em Segunda, 22 Julho 2013. Postado em Deficiência e Amputação

Entrevista com Frederico Rios, tetraplégico por causa de um acidente de moto

Frederico Rios é solteiro, tem 30 anos, médico veterinário, aposentado, responsável pelo Blog Acessibilidade na Prática e em tratamento (células-tronco e reabilitação). Em sua entrevista vamos conhecer um pouco de sua história e saber o que aconteceu em seu acidente, quando pilotava um moto "de encher" nossos olhos.

1) No que consiste a sua deficiência?
Sou um apaixonado por moto e havia comprado uma há quase 6 meses. Porém, quando trafegava por uma rua preferencial na minha cidade (Campo Grande – MS), um senhor cruzou a rua sem olhar e bati com a cabeça no seu carro. Este acidente foi em agosto de 2008 e me rendeu uma fratura na vértebra C5 da coluna, provocando uma lesão medular incompleta. Esta lesão me tornou tetraplégico.

 

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2) Quando a pessoa adquire a deficiência em algum momento de sua vida é preciso reaprender muitas coisas para se adaptar à nova realidade. Em seu caso, qual foi a adaptação que você considera que foi a mais difícil para você?
Quando você perde praticamente todos os movimentos do seu corpo do pescoço para baixo, é como se sua vida parasse. Além do reaprendizado de praticamente tudo, temos que aceitar que nunca mais poderemos fazer algumas coisas. Confesso que ainda não aceitei muitas coisas não (risos), mas a falta de controle esfincteriano é o que mais me incomoda.

3) Na sua vida profissional e amorosa você enfrentou muitas dificuldades? Cite situações relacionadas à profissão ou ao amor que aconteceram contigo.
Eu estava solteiro na época do acidente e continuo até hoje. Ainda não me sinto preparado para “dividir” minha deficiência com uma namorada ou uma esposa, mas acho que isso vai acontecer naturalmente. Eu trabalhava como Assistente Técnico em uma empresa de suplementos nutricionais. Por morar em Mato Grosso do Sul, o foco do meu trabalho era a bovinocultura de corte. Percorria o Estado visitando fazendas, proferindo palestras e dando treinamentos. Amava o que fazia, mas infelizmente não tenho condições de exercer as mesmas atividades de antes, ainda mais sendo dependente de outras pessoas para fazer praticamente tudo. Sinto muita saudade!

4) Após esse período de adaptação você deve ter enfrentado muitas situações complicadas, fáceis, difíceis e engraçadas. Tem algum fato ou um acontecimento que tenha te marcado após sua recuperação e que tenha a ver com sua deficiência?
As dificuldades são muitas, principalmente quanto à acessibilidade. Viajar de avião, por exemplo, é um terror! Pode ser coisa da minha cabeça, mas parece que todos ficam me olhando como se eu estivesse atrasando a viagem. Isso sem contar que sempre algum funcionário de aeroporto me pergunta: “você não anda nem um pouquinho?”. Dá vontade de responder: “Ando, só estou com um pouco de preguiça hoje” (risos).

5) Tem algum aspecto em especial na sua vida hoje que você percebe muitas mudanças e que você valoriza muito mais do que antes?
Sempre dei muito valor à minha vida, minha família, meu trabalho, enfim. Mas quando “arriei das quatro patas”, comecei a dar cada vez mais valor às coisas pequenas, aos detalhes, aos movimentos que antes fazia até sem perceber.

6) Quais foram as pessoas que mais te ajudaram e o que você gostaria de falar para elas?
Minha família e meus amigos jamais me abandonaram! Minha mãe conta que, no dia do acidente, mais de 40 amigos meus se reuniram em frente ao hospital numa corrente de oração. Até hoje recebo muito carinho de todos eles. Não tenho dúvidas de que isso é presente de Deus. Meus pais e meu irmão são simplesmente demais! Vejo muitas pessoas em situação parecida com a minha e que mal recebem carinho da família. Isso é muito triste.

7) Qual a mensagem que você gostaria de deixar sobre a questão da deficiência?
Para mim, não existe exemplo de superação (acho que nenhuma pessoa com deficiência gosta de ser chamada assim), mas exemplos a serem seguidos. Devemos sim buscar inspiração e força em pessoas que conseguiram quebrar barreiras, mas não podemos julgar quem não consegue superar algum obstáculo. Cada um encara a deficiência de uma forma e cada um tem suas próprias limitações.

8) Você quer fazer qualquer outro comentário sobre o assunto?
Atualmente, ouço muitas pessoas e a mídia dizerem que as pessoas com deficiência estão “na moda”, principalmente quando o assunto é acessibilidade. Não vejo dessa forma. Se o assunto está em evidência é graças às iniciativas dessas pessoas, principalmente por meio dos blogs e das redes sociais. Existe muita gente que só consegue sair de casa pela Internet. Este assunto já deveria é ter “saído de moda” e ser encarado com naturalidade por todos há muito tempo, até porque existem leis com mais de dez anos resguardando os direitos de quem tem deficiência, mas que simplesmente não são cumpridas. Entretanto, infelizmente, esta não é a realidade apenas do nosso “setor”.

9) Por que criou o site Acessibilidade na Prática?
O Blog Acessibilidade na Prática foi criado por acaso, sem muitas pretensões, como a maioria dos outros blogs. Incentivado por uma amiga a publicar fotos de locais de Campo Grande (MS) com ou sem acessibilidade, abri uma conta no Blogspot e o batizei com o primeiro nome que me veio à cabeça: "Acessibilidade na Prática".

Nossos primeiros assuntos foram postados em dezembro de 2010, antes mesmo do esperado, pois a intenção era iniciarmos nosso trabalho apenas em 2011. E vendo que não conseguiria tocar do blog sozinho, convidei alguns amigos para me ajudar, os quais me atenderam prontamente.

Aos poucos, fomos conquistando o respeito e a amizade das pessoas, tanto de Campo Grande e como de várias partes do país. E o mais interessante é que essas pessoas não eram apenas com deficiência ou profissionais da área, mas também cidadãos
comuns, entusiastas da acessibilidade para todos.

Contato com Frederico site:
www.acessibilidadenapratica.com.br

e-mail:

fredericorios@hotmail.com

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